Liquidificador – agora sem trema =)

Mallu Magalhães

Posted in musique by dabidomo on 18 de April de 2008

Talento, talento, talento…mais uma grande artista vem por aí.

O Japão é mesmo seguro?

Posted in dia a dia, Japon by dabidomo on 18 de April de 2008

Voilá…esse semana tá sendo punk. Como se não bastasse esse resfriado consumindo meus dias de primavera, hoje alguém invadiu minha casa. Cheguei do serviço as 15hs e , a fechadura do meu apartamento tem duas chaves. Eu sempre tranco as duas depois de sair de casa, mas as vezes quando estou com pressa vai só uma mesmo, e ao chegar na confusão de duas chaves, duas fechaduras, uma aberta ou uma fechada nem notei que a porta estava totalmente destrancada. Achei que era loucura da minha cabeça, afinal, ficar doente me deixa totalmente devagar pra raciocionar. Entrei em casa, fui pra net, fiquei meia horinha vendo emails e resolvi abrir a porta da varanda, quando eu vi o vidro quebrado, sério, um furinho de 0.5mm que abria direto a tranca da porta. Sério, eu achei que tava sonhando. Nunca me aconteceu nada igual em 3 anos de Japão. Fui ver se não haviam furtado nada daqui de casa, olhei passaporte, computador, minha câmera, inkan, caderneta do banco, tudo confere. Fiquei com medo, afinal entraram aqui em casa e não levaram nada. Algumas semanas atrás, trabalhando de noite, cheguei em casa por volta das 2AM. É raro ver alguém andando nas ruas essa hora, e tinha um senhor bem em frente ao meu prédio. Ele ficou me encarando até eu fechar a porta do prédio, fiquei com medo mas desencanei pois aqui em volta de casa tem vários homeless. E agora acontece isso, alguém entra em casa, não leva absolutamente nada e vaza. Como nunca liguei pra polícia antes, resolvi consultar minha empreiteira. Eles mesmos ligaram para polícia e 2 policias vieram aqui, fizeram BO, e um deles me disse pra colocar mais uma tranca na porta. O pessoal da vidraçaria está aqui agora arrumando o estrago, vieram 3 e um deles é bonitinho. =) Rir pra não chorar. =(

Nagisa – Festival de Música Eletrônica

Posted in 101 em 1001, agenda, Japon, musique, spectacles by dabidomo on 16 de April de 2008

Muita coisa aconteceu nessas duas semanas sem posts. Li 2 livros, visitei uma cidade ninja e esse FDS fui pra Tokyo. Ahhhh, Tokyo é loooooouco. Cada vez que viajo pra essa cidade, mais e mais me encanta. E cá entre nós, Tokyo deixa Nagoya no chão. Sem comparação! Queria poder gastar alguns 2 meses explorando mais de Tokyo ou quem sabe um dia não me mudo pra lá. (planos não faltam) Enfim, to aqui ouvindo um som ambient básico do Tom Middleton que conheci na Nagisa. Sempre curti esse style de música, mas oque eu vi esse cara fazer no Macbook Pró dele, não é brincadeira, acho que virei fã. Mas voltando ao título do post, Nagisa. Nagisa foi meu primeiro grande festival de música, e comecei arrasando. Eu adoro falar em números, quem me dera eu os tivesse aqui agora, mas oque vou dizer foi oque eu vi. Pra começar, só 2 festivais por ano. Um no outono e um na primavera. ( mas por q não no verão e no inverno? ) Porque todo mundo que mora no Japão sabe que o inverno e verão daqui são absolutamente extremos ( muito quente e muito frio ) que combinado com sons eletrônicos, alguns drinks, redbulls, e outras “especiarias” não combina e capota qualquer indivíduo. O local: em frente a Fuji TV , em Odaiba, cenário monstruoso, sem noção. Público: muita, muita gente, umas 10mil pessoas ( lembrando que esse são meus números, sem caráter de pesquisa ) por ser Tokyo, imaginei que teria muitos gringos, mas só a “japaida” que por sinal, eu adoro =) Várias tendas com os mais diversor estilos de música eletrônica, tudo a céu aberto, sem interferência de som de uma tenda pra outra. Apesar do tempo nublado, tudo estava praticamente perfeito sem deixar de falar nos amigos do Kioshi, Makoto, uma galera legal, com bom gosto musical e que curte sem extravazar . O balanço do festival foi uma garganta inflamada que está doendo até agora, mas que ao meu ver é pouco se comparado a alegria, gente bonita, boa música que presenciei.

31. Nagisa Festival; realizado dia 13.04.2008

Iga, a cidade ninja

Posted in Japon, voyage by dabidomo on 16 de April de 2008

O governo japonês sabe trabalhar muito bem o turismo interno na ilha. A prova disso é que toda província tem seus atrativos. Quando não são atrativos naturais como montanhas, lagos, quedas de água, termas, etc são pontos turísticos criados pelo homem como museus, parques, onsens, aquários, zoológicos, etc. Iga é uma pequena cidade na província de Mie-ken, 2 horas e algumas baldeações de Nagoya, Iga respira a cultura ninja. Os trens locais são pintados com desenhos de ninja, dentro dos trens, bonecos de ninja( em tamanho natural) se camuflam entre os maleiros do trem , a decoração das ruas contam com bonecos de ninjas em tamanho natural pendurados aos postes, tem um museu ninja no qual é encenado uma peça ninja, Festival Parada Ninja. O legal é que dá pra curtir tudo isso, vestido a caráter. A prefeitura da cidade aluga roupas e acessórios de ninja a partir de 500 ienes. Outra vantagem para os ninjas, acesso gratuito aos trens locais. Pra mim, que gosto de conhecer a cultura de um lugar por completo, experimentei também um prato típico de Iga, o Tofu Dengaku, que consiste em espeto de tofu pincelados com uma mistura de misso,açucar e sake e grelhados como espetinhos de carne. Muuuuuito bom!

Manhã, tarde & Noite – Sidney Sheldon

Posted in livres by dabidomo on 16 de April de 2008

Esse foi o segundo livro do Sidney que li, e achei meio bobinho. Eu não gosto de livros ou filmes previsíveis, e esse é um deles. Cheio de pequenos mistérios que giram em torno da morte de um multi-milionário. Assassinato, herança, suspeitos, moças bobinhas, etc e tal. Ainda bem que é fininho!!!

Conte-me Seus Sonhos – Sidney Sheldon

Posted in livres by dabidomo on 16 de April de 2008

Seguindo com o tópico livres ( livros ) mais um pra lista de livros lidos. Como tudo que estão me dando eu estou lendo ( até bula de remédio ) , esse foi mais um presente de amigo. Conte-me Seus Sonhos, é um suspense legal, intrigante, cheio de mistérios. O início do livro me fez acreditar que a série de assassinatos, que tem as mesmas características, são cometidos por pessoas diferentes. Durante a leitura, tomei conhecimento de alguns termos psiquiátricos, entre eles DMP-Disfunção Múltipla de Personalidade, com um final nada previsível.

Resíduo

Posted in poésie by dabidomo on 10 de April de 2008

De tudo fica um pouco.
Do meu medo. Do teu asco.
Dos gritos gagos. Da rosa
Ficou um pouco.

Fica um pouco de luz
captada no chapéu.
Nos olhos do rufião
de ternura fica um pouco
(muito pouco).

Pouco ficou deste pó
De que teu branco sapato
se cobriu. Ficaram poucas
roupas, poucos véus rotos,
pouco, pouco, muito pouco.

Mas de tudo fica um pouco.

Da ponte bombardeada,
De duas folhas de grama,
Do maço – vazio – de cigarros, ficou um pouco.

Pois de tudo fica um pouco.

Fica um pouco de teu queixo
No queixo de tua filha.
Do teu áspero silêncio
um pouco ficou, um pouco
nos muros zangados,
nas folhas, mudas, que sobem.

Fica um pouco de tudo,
No pires de porcelana,
dragão partido, flor branca.
ficou um pouco
de ruga na vossa testa,
retrato

Se de tudo fica um pouco,
Mas porque não ficaria
um pouco de mim? No trem
que leva ao norte, no barco,
nos anúncios de jornal,
um pouco de mim em Londres,
um pouco de mim algures?
Na consoante?
No poço?

Um pouco fica oscilando
Na embocadura dos rios
E os peixes não o evitam,
Um pouco: não está nos livros.

De tudo fica um pouco.

Não muito: de uma torneira
pinga esta gota absurda,
meio sal e meio álcool,
salta esta perna de rã,
este vidro de relógio
partido em mil esperanças,
este pescoço de cisne,
este segredo infantil…

De tudo ficou um pouco:
de mim; de ti; de Abelardo.
cabelo na manga,
de tudo ficou um pouco;
vento nas orelhas minhas,
simplório arroto, gemido
de víscera inconformada,
e minúsculos artefatos:
campânula, alvéolo, cápsula
de revólver…de aspirina.

De tudo ficou um pouco.
E de tudo fica um pouco.

Oh, abre os vidros de loção,
E abafa
o insuportável mau cheiro da memória.

Mas de tudo, terrível, fica um pouco,
e sob as ondas ritmadas
e sob as nuvens e os ventos
e sob as pontes e sob os túneis
e sob as labaredas o sob o sarcasmo
e sob a gosma e sob o vômito
e sob o soluço, o cárcere, o esquecido
e sob os espetáculos e sob a morte de escarlate
e sob as bibliotecas, os asilos, as igrejas triunfantes
e sob tu mesmo e sob os teus pés já duros
e sob os gonzos da família e da classe,
fica sempre um pouco de tudo.
Às vezes um botão. Às vezes um rato.

Carlos Drummond de Andrade

O estilo de comunicação do povo Japonês

Posted in Japon by dabidomo on 1 de April de 2008

Eu poderia resumir, mas vou colocar do jeito que recebi a dica.

Em muitas culturas ocidentais, é costume olhar nos olhos da pessoa com qual está conversando. O contato entre os olhos têm um papel importante, transmitindo significados positivos como, “eu confio em você”, “eu estou falando do fundo do meu coração” ou, “por favor, confie em mim”. Por outro lado, o ato de evitar o contato entre os olhos, freqüentemente transparece desatenção, falta de sinceridade ou insegurança.
Como um de seus costumes, os japoneses evitam olhar nos olhos da pessoa quando estão conversando e aparentemente, esse hábito está longe de ser desconfiança, ofensa ou insegurança. Agindo desta forma, eles estão sendo educados e evitando um “afrontamento”. Este costume tem sido respeitado desde tempos antigos.
Embora os japoneses contemporâneos tenham modificado para o modo de comunicação que os ocidentais fazem, ainda existem muitas pessoas que preferem evitar o contato de olhos prolongado, porque ao invés de interpretar como um sinal de interesse em uma conversa, um Japonês tenderá a sentir intimidado, intranqüilo ou dependendo do caso até insultado.
Principalmente durante uma conversa “cara a cara”, para um japonês, olhar fixamente os olhos da pessoa com qual está conversando, é muitas vezes um ato desrespeitoso e descortês, e para evitar isso, ele geralmente focaliza seus olhos na região do nariz ou pescoço.
Ao invés de conversar olhando fixamente, os japoneses empregam outras estratégias para demonstrar que estão escutando. Por exemplo, é cortês desviar os olhos de vez em quando, ou acenar a cabeça ocasionalmente para mostrar atenção.

Um estrangeiro que nasceu ou foi criado em um país ocidental, e que tenha o hábito ou costume de olhar nos olhos da pessoa com a qual está conversando, quando conversando com um japonês poderá sentir que está sendo evitado ou ignorado devido a falta de contato entre os olhos.
    Enganos e frustrações podem ocorrer quando pessoas de cultura diferente se comunicam. Sendo assim, como sugestão, um estrangeiro logo ao iniciar um diálogo com um japonês, pode tentar captar se o japonês com quem está se comunicando, prefere aceitar ou evitar o contato entre os olhos e assim procurar agir da mesma maneira que faz o japonês. Será mais fácil e cortês para continuar a conversação.