Liquidificador – agora sem trema =)

Funeral Blues

Posted in poésie by dabidomo on 5 de May de 2008

 

Stop all the clocks, cut off the telephone,
Prevent the dog from barking with a juicy bone.
Silence the pianos and with muffled drum
Bring out the coffin, let the mourners come.

Let aeroplanes circle moaning overhead
Scribbling on the sky the message He is Dead,
Put crépe bows round the white necks of the public doves,
Let the traffic policemen wear black cotton gloves.

He was my North, my South, my East and West,
My working week and my Sunday rest,
My noon, my midnight, my talk, my song,
I thought that love would last forever: ‘I was wrong’

The stars are not wanted now, put out every one;
Pack up the moon and dismantle the sun;
Pour away the ocean and sweep up the wood.

W.H.Auden (1907-73)

Blues Fúnebre

Parem todos os relógios, que os telefones emudeçam.
Para calar o cachorro, um bom osso lhe ofereçam.
Silenciem os pianos, e em surdina os tambores
Acompanhem o féretro. Venham os pranteadores.

Que aviões a sobrevoar em círculos lamurientos
Rabisquem no céu o Anúncio de Seu Falecimento.
Que nas praças as pombas usem coleiras de crepe, em luto,
E os guardas de trânsito calcem luvas negras em tributo.

Ele foi meu norte, meu sul, meu nascente, meu poente.
Foi o labor da minha semana, meu domingo indolente.
Foi meu dia, minha noite, meu falar e meu cantar.
Julguei ser o amor infindo. Como pude assim errar?

Já não me importam as estrelas: fique o céu todo apagado.
Empacotem e embrulhem a lua; seja o sol desmantelado.
Esvaziem os oceanos, do mundo sejam as florestas varridas.
Porque agora, para mim, nada resta de bom nesta vida.

Tradução de Humberto Kawai

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One Response

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  1. hekawai said, on 30 de October de 2008 at 12:21 AM

    Como contribuição, gostaria de deixar minha tradução do poema:

    Blues Fúnebre

    Parem todos os relógios, que os telefones emudeçam.
    Para calar o cachorro, um bom osso lhe ofereçam.
    Silenciem os pianos, e em surdina os tambores
    Acompanhem o féretro. Venham os pranteadores.

    Que aviões a sobrevoar em círculos lamurientos
    Rabisquem no céu o Anúncio de Seu Falecimento.
    Que nas praças as pombas usem coleiras de crepe, em luto,
    E os guardas de trânsito calcem luvas negras em tributo.

    Ele foi meu norte, meu sul, meu nascente, meu poente.
    Foi o labor da minha semana, meu domingo indolente.
    Foi meu dia, minha noite, meu falar e meu cantar.
    Julguei ser o amor infindo. Como pude assim errar?

    Já não me importam as estrelas: fique o céu todo apagado.
    Empacotem e embrulhem a lua; seja o sol desmantelado.
    Esvaziem os oceanos, do mundo sejam as florestas varridas.
    Porque agora, para mim, nada resta de bom nesta vida.

    Tradução de Humberto Kawai


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